Conselho debate pedido de Cunha de ouvir testemunhas de fora do país

Esta quarta-feira (30) foi mais um dia de muita discussão no Conselho de Ética, que analisa o processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB.

O presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo, do PR, chamou de manobra o projeto de resolução aprovado, na terça-feira (29), pela mesa diretora da casa. Pelo texto, há a possibilidade de alterar a composição das comissões por causa do recente troca-troca partidário. Havia o temor de que seria mais uma manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB, para aumentar a quantidade de aliados no Conselho de Ética.

“Senti, a tentativa de golpe nessa casa. Na verdade, isso aqui era pano de fundo para a verdadeira finalidade desse projeto de resolução: liquidar o Conselho de Ética. Advogar em causa própria, tentar de uma forma rasteira, tentar se prevalecer do cargo que ocupa para se proteger, isso realmente não é digno de um presidente desta casa. Eu me sinto envergonhado de ter na presidência da casa um presidente que age dessa maneira”, destacou o deputado José Carlos Araújo, PR-BA, presidente do Conselho de Ética.

Mas, ainda durante a sessão, os deputados ficaram sabendo do recuo da mesa diretora, que decidiu alterar a resolução para deixar claro que a medida não atingirá o Conselho de Ética.

Eduardo Cunha disse que houve má fé de seus opositores: “Nunca se mexeu com o Conselho de Ética. Foi por má fé que se divulgou isso e nós vamos tirar qualquer menção a qualquer natureza de eleição por causa disso”.

Na sessão do conselho, o relator Marcos Rogério, do Democratas, apresentou o plano de trabalho, o cronograma para ouvir as testemunhas.

São 11 contra Cunha, entre elas o doleiro Alberto Youssef. A defesa de Eduardo Cunha apresentou oito testemunhas, sendo dois advogados suíços. Houve questionamentos sobre quem pagaria as despesas para trazer essas testemunhas ao Brasil.

Eduardo Cunha disse que a defesa dele vai pagar a vinda dos advogados: “A minha defesa, certamente, não terá nenhum problema de poder arcar com a despesa pra evitar qualquer tipo de desculpa”.

Mais uma vez, surgiram suspeitas de que Cunha estaria tentando atrasar o processo.

“Eu não tenho nenhuma dúvida de que uma das estratégias da defesa é atrasar o processo. E pra isso vale tudo: desde manobras regimentais aqui na casa, tentando mudar a composição do Conselho de Ética, até mesmo arrolar testemunhas de outros países”, afirmou o deputado Alessandro Molon, REDE-RJ, líder do partido.

O deputado Eduardo Cunha disse que, mais uma vez, um desafeto político tenta agredi-lo.
Segundo Cunha, se a denúncia trata de contas no exterior, é necessário que testemunhas corroborem seus argumentos e estejam aptas a fazê-lo. Cunha disse ainda que o deputado Alessandro Molon quer cercear a condição de defesa dele, diferentemente do que o próprio Molon defende para a presidente Dilma Rousseff, que responde a processo de impeachment.

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